
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões
6 comentários:
Pass da a ite, m mir, endo, em aço, a gura la
(...)
S u vies er-e je à inha,
(...)
???
O meu blog está, evidentemente, assombrado...
:P
http://www.youtube.com/watch?v=Bm6SnfvN1k4
William S
Não conhecia o texto completo!
Adorei... é mesmo assim!
É impressionante como alguns génios da nossa História (mundial)tenham pensado na vida de forma tão natural e bem mais moderna do que muita gente pensa actualmente!
Há mais de 500 anos, Shakespeare já descrevia pequenos segredos da arte viver de forma (tão) clara e tão actual!
Muito obrigada por esta partilha.
=)
Lá está a rapariga cheia de bom gosto! Um dos "meus" poemas de Camões! E um excelente ponto de vista sobre a nossa actual crise ;)
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