13 novembro 2009
09 novembro 2009
A queda...
... do Muro de Berlim: é o assunto do dia!

Quando o muro foi deitado abaixo tinha apenas seis anos e não percebia muito bem o que se estava a passar, mas duma coisa eu tinha a certeza: havia muita gente contente, muita gente emocionada! Era o que eu entendia através das imagens na televisão!

Deixo aqui um bocadinho do concerto que mais me faz recordar esse marco histórico (a mim e a provavelmente muita gente...). Roger Waters (dos Pink Floyd) em Berlim, em 1990, num concerto comemorativo pela queda do muro:
Por incrível que pareça, depois de duas décadas de evolução mundial, o que sinto é que parecemos retroceder... o sentimento que sentia como crescente na altura, de esperança no futuro, parece agora esconder-se por detrás do medo pelos tempos difíceis que já chegaram...
A crise chegou e nunca mais "zarpa", as guerras continuam, a insegurança a todos os níveis aumenta...
Será apenas porque era criança na altura?
...
31 outubro 2009
29 outubro 2009
20 outubro 2009
Apazigo...
Porquê?
Para além disso... há outro motivo para voltar a falar no assunto! Encontrei este vídeo que me deixou a rir à gargalhada e não consegui conter o impulso de imediatamente o enviar à minha própria Mãe e de pensar... "nem a propósito do que escrevi sobre a maternidade":
02 outubro 2009
Irrita-me solenemente...
... ver mães levarem os filhos pequenos pela mão sem pensarem!
Sim: leram bem! Sem pensarem... nas possíveis consequências da irresponsabilidade pela forma como os levam!
Sei que não sou mãe (ainda, mas espero um dia vir a ser), e que posso ser criticada e chamada a atenção por isso: mas só o admito que uma boa Mãe o faça.
Neste caso, e até porque uma boa Mãe é bastante difícil de definir (talvez, cada vez mais difícil!), considero boas Mães todas aquelas que em situações semelhantes condenem as atitudes irresponsáveis de mães a que me refiro com esta irritação.
Basta-me ver um simples atravessar de rua sem o mínimo cuidado para ficar assim! Como é possível? Ir sem atenção aos carros e todos os outros transeuntes quando vão sozinhas é uma coisa, agora, quando vão com uma criança de dois, três, quatro anos?! Não há desculpa... e não falo de acidentes que acontecem como acidente - é óbvio que acontecem acidentes em que a Mãe não tem culpa, os azares acontecem - falo de acidentes por culpa de comportamentos irresponsáveis. Há pouco presenciei um comportamento que incluo nos desse tipo (e que me irritou tanto que ainda estou a escrever sobre isso!)... Passei de carro por uma senhora que vinha com uma criança de dois/três anos: vinha quase no meio da estrada, a olhar para o chão, com a miúda do lado dos carros. Vi-a assim que entrei na rua e abrandei, mas sempre à espera que ela me visse... NADA! Só me viu quando estava a menos de um metro do carro! Fico parva com isto!
Logo a seguir ("tipo" agora...), penso se estarei a exagerar e começo a inventar desculpas para a senhora... "se calhar não é mesmo a mãe e não tem sensiblidade nenhuma para tomar conta de crianças", "se calhar foi uma vez sem exemplo", "se calhar aconteceu alguma coisa grave e ela vem desnorteada a pensar nisso"... ses!
Há acidentes que se podem evitar... se somos adultos e estamos responsáveis por outras pessoas, tentemos ser o mais responsáveis que pudermos.
29 setembro 2009
Seis...
Seis meses de independência e de responsabilidades - me, myself & I.
Porque não é só o trabalho que nos faz crescer e re-pensar a vida: perspectivas, objectivos, planos, sonhos, escolhas...
24 setembro 2009
18 setembro 2009
Sete anos...
... passam a voar!
É um dos meus números favoritos, o sete.
Mas no que toca ao calendário, parece-me muito tempo! Começo sempre a pensar em comparação ao que é possível acontecer em sete anos... e lembro-me das crianças, e da enorme diferença de aprendizagens e de desenvolvimento que há entre um bebé e uma criança de 6/7 anos... é uma diferença abismal mesmo, num espaço de tempo que para nós, adultos, parece passar num instante, cada vez mais depressa e com cada vez menos diferenças, igualmente notáveis, ao longo da vida!
Há sete anos comecei a trabalhar... mas a sério!
Não é comum (na minha geração - já que a grande maioria começou a trabalhar há um/dois anos)... mas também não gosto de situações demasiado comuns, e assim aprendi muita coisa que não teria aprendido da mesma forma.
A procura começou por brincadeira, como ocupação do tempo livre, enquanto estudava. No entanto, ironia do destino ou não, no dia anterior ao primeiro dia do part-time, telefonaram-me a perguntar se queria começar a tempo-inteiro! Nem hesitei... estava desanimada com os estudos... Não quis sequer saber quanto ia receber, o que eu queria era mesmo mudar de vida e aprender alguma coisa que realmente me fosse útil e me motivasse.
Nunca, até à altura do secundário, pensei que a minha vida seguisse o rumo que seguiu (ou melhor: que eu seguisse aquele rumo... o que escolhi - escuso de deixar em aberto, porque as opções foram mesmo minhas e não me arrependo de nenhuma). E provavelmente, todos os outros à minha volta ficaram tão ou mais surpreendidos com essas mudanças.
Lembro-me do primeiro dia de trabalho como se fosse hoje. Até tive sorte, acho... Sempre me disseram que lojas de roupa como aquela eram "ninhos de cobras", especialmente aquela, em que os clientes também não ajudam e há de tudo. Consigo "ver-me" de fora e sentir como era ingénua, e o quanto aprendi desde esse dia até hoje. O quanto mudou... a minha perspectiva e a minha forma de reagir. No fundo, não é que eu tenha mudado, mas o confronto com a realidade trouxe-me das nuvens para o chão... e em vez de viver noutro mundo o tempo todo, passei a visitá-lo só quando é possível.
Na escola da vida que ingressei há sete anos, aprendi...
... a não ter vergonha em falar sobre o que for, com quem for (sim, era mesmo muito mais tímida, e bem mais calada);
... a trabalhar em equipa (a ser menos indivualista), como parte dela e como responsável pelos resultados;
... a partilhar o que aprendi no passado com os meus novos colegas;
... a resolver situações injustas, que até pudessem não ter nada a ver comigo, sem deixar de ser quem sou e sem perder a paciência, a postura ou o sentido de responsabilidade;
... a organizar o meu tempo livre melhor para poder fazer tudo o que quero sem chegar atrasada ou falhar ao compromisso laboral...
Aprendi, acima de tudo, que era capaz de ser independente e de atingir os meus objectivos com confiança.

Tenho saudades dos bebés, dos miúdos (e alguns até sabiam o meu nome), de assistir à evolução das barrigas das futuras Mães e do crescimento dos miúdos, da algazarra nos feriados e fins-de-semana, dos risos, das partidas quando não havia nada para fazer, das discussões por um melhor resultado... das transformações com criatividade!
Há dias que me apetece lá ir e dizer a alguém "troca comigo hoje! vai lá para o escritório, eu fico aqui!"...
Nota: Este post faz-me sentir um pouco egocêntrica... o texto acima era apenas um marco desta data, mas rapidamente, e nem sei bem como, passou a uma espécie de balanço pessoal...
15 setembro 2009
Oh loverbooooy...
"(...) I simply say...
Baby, o-oh baby, my sweet baby, you're the one!"
R.I.P. Patrick Swayze!
Grande actor, grande dançarino... Não podia escolher qualquer outro filme para o recordar: acima fica a minha cena preferida do mesmo (e música também: "Love is strange" de Mickey & Sylvia) e abaixo excertos do filme (ao som da música - talvez - mais relacionada com o filme, "(I've had) The time of my life", interpretada por Bill Medley & Jennifer Warnes).
11 setembro 2009
P'rás (minhas) Miúdas...
=)
"Elas eram três...
A mais audaz, puxa da espada e ZÁS!!
Pensas que o matou?? Nãooooo...
Eu vou contar como tudo se passou! (...)"
(sim, elAs... na nova versão mais feminina - e hoje em dia são mais que três)
Mas quem são elas?
Hmm? Curiosos???
Acho mesmo que "Os Azeitonas" devem conhecer as minhas giras e boas, porque mais ninguém consegue descrever assim o mistério, o encanto, a essência das minhas Miuuuuuuuuudas!
Eles até podem ficar "um tanto ou quanto atarantados", e andarem por aí com dúvidas... mas eu sei bem quem elas são! E adoro-as por serem as mais especiais! Não vale a pena tentar arranjar comparação... para além de "giras e boas", são as melhores Amigas que alguém possa ter imaginado (sim, eu sei que parece mentira entre mulheres)! No verdadeiro sentido da palavra... nos "preeeeeegos", na gargalhada, na lágrima, na diversão, na concentração (mental mesmo! a.k.a. estudo), na comemoração, na aflição, na recordação, nos planos para o futuro... elas estão sempre lá, sempre estiveram e sempre estarão!
São simplesmente...
... um show!
Completamente...
(Diz que há uma espécie de miúdos... vá... com menos brilho - um bocadinho, há que fazer distinção de forma justa - que dão pelo nome de... Horríveis! Talvez mudem o nome na próxima estação, com a entrada da nova colecção, quem sabe! )
04 setembro 2009
Democracia (só) no dicionário...

Não é só no dicionário da Mafalda que tem esse significado...
Não tenho muitas palavras para o que se está a passar no nosso país, de tão ridícula a situação.
02 setembro 2009
O mesmo olhar...
Foi-me enviado pela minha Mãe já há uns tempos, e na altura achei (e continuo a achar...) que deviam existir mais iniciativas como esta, e também mais divulgação.
É comovente. É especial.
A música é o hino oficial da Associação Raríssimas (Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras).
28 agosto 2009
Gargalhadas...

Não consigo jogar ao jogo do sério... rio-me às gargalhadas!
A última vez que tentei (a sério!) manter-me séria, entre amigos, perdi 7-0!
LOL!
Dizem que faz bem à saúde! Sempre achei que sim!
Rir protege o coração e abaixa a pressão
Risada melhora a dilatação vascular e aumenta o fluxo de sangue nas artérias
Rir não é apenas uma válvula de escape ao estresse, mas pode fazer bem à saúde, de acordo com estudos apresentados no encontro anual da Academia Americana para a Medicina do Esporte.Duas pesquisas examinaram o papel da risada na saúde. Uma delas acompanhou um grupo de pessoas que foram instruídas a assistir a uma comédia ou a um documentário e foram monitoradas durante os filmes. Naqueles que haviam assistido à comédia foi verificado que mais sangue passava pelas artérias em um dado período de tempo. Menos sangue geralmente é associado a pressão alta e doenças do coração. "Rir parece ser a solução para um coração saudável", disse o autor do trabalho, Jun Sugawara. O segundo estudo encontrou resultados semelhantes na função vascular. Voluntários que assistiram à comédia apresentaram os vasos sanguíneos mais dilatados quando viram o filme. Como o primeiro trabalho, essa condição se manteve por um período de 24 horas. "Assistir a uma comédia melhora a dilatação vascular, mas ver um documentário sobre um tema pesado prejudica os vasos sanguíneos, já que eles se contraem quase 18%", relata Takashi Tarumi.
In Sport Life (24.08.2009)
19 agosto 2009
Parar é morrer
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões
Imagine...
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...
You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...
You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one
09.09.1971
John Lennon
Apesar de terem passado mais de 35 anos, nada mudou...
Provavelmente muitas coisas terão piorado ou, muitas situações, deixaram, simplesmente, de ser encobertas. É triste que o nosso Mundo tenha chegado ao ponto que chegou... e que o continuemos a destruir, sem pensar nos outros e no "dia de amanhã"... O Mundo está podre e ninguém se preocupa! Tenho vergonha que os conceitos que continuam a reinar no nosso planeta sejam conceitos como guerra, discriminação, violação, racismo, terrorismo, pedofilia, violência,... enfim, burrice e egoísmo... entre tantos outros que são de louvar e orgulhar, que ficaram esquecidos... como se fosse realmente uma utopia vivermos em paz cada dia, com um pequeno esforço de cada um de nós!
Posso (também) ser uma sonhadora, e idealista... mas a minha vontade é real! A "união faz a força", e neste Mundo os sonhadores estão em minoria...
... só nos resta esperar que um dia estejamos em maioria.
O texto não é "inédito" para o blog, mas soube que havia, pelo menos, mais um sonhador! =)


